CREA-DF

Além da preparação dos estádios de futebol para Copa de 2014, há grande necessidade de ampliação da capacidade dos aeroportos brasileiros para processar o tráfego da modalidade aérea, que terá pico acentuado no período de sua realização. Constata-se que os principais aeroportos do País e os das cidades sedes de jogos da Copa de 214 já estão coma sua capacidade esgotada. A demanda por tal modalidade de transporte tem crescido nos últimos anos em torno de 20%. Isso significa que duplica a cada quatro anos. Significa, assim, que o sistema de transporte aéreo brasileiro terá de atender no mínimo uma demanda igual ao dobro da que ocorreu em Junho de 2010.

Veja-se uma panorâmica do desafio: quatro anos para que o referido sistema duplique sua capacidade. Como simplificação (exagerada), admita-se que haja recursos suficientes para tanto. O sistema de transporte aéreo é constituído de três subsistemas físicos: o de aeronaves, de propriedade privada, principal gerador de receita para a atividade; o de aeroportos, de propriedade da União, administrado por uma empresa pública; o de controle do espaço aéreo proporcionado por uma grande organização militar. Esses três subsistemas interagem regulados pela ANAC (simplificação) sob realidades jurídicas distintas: privado, público e militar. Têm naturalmente perda de eficiência nas interfaces e tradicional dificuldade de integrar seus planos. Ao mesmo tempo, por serem sistemas físicos, necessitam de ser adequadamente dimensionados para que com o tempo não surjam gargalos nem capacidade ociosa.

No campo institucional tudo está estabelecido com grande ênfase no aspecto controle (especialmente de contas). Controle não cria, não produz, não inova e não é proativo. A expectativa é que, nesse quadro, os investimentos (obras e serviços) venham a ser paralisados, em decorrência de um controle “abstrato” e “eficiente”. O afastamento do controle, por outro lado, criaria condições favoráveis a possíveis descaminhos. Nessas circunstâncias, desenha-se um quadro, onde, idenpendente da capacidade técnica e da lisura dos diversos atores no processo de ampliação da capacidade da infraestrutura necessária, tenha-se, então, novo caos na atividade, que independe da existência ou não de recursos financeiros, para efetuar os investimentos necessários.

Valmir Pontes
*Engenheiro Aeronáutico (ITA-1970), Economista especializado em Economia do Transporte Aéreo, Mestre em Engenharia de Transporte pela COOPPE-UFRJ-1982 | Conselheiro do Crea-DF

 

Última modificação em Quarta, 25 Janeiro 2012 10:16
Terça, 24 Janeiro 2012 15:47

Projeto de Nação

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Para se construir o Projeto de Nação é preciso a participação de todas as forças sociais, políticas, produtivas e de governo, de iniciativa da sociedade, para se garantir a continuidade e sustentação do desenvolvimento nacional brasileiro, capitaneado pela Engenharia, Arquitetura e Agronomia, responsáveis por cerca de 70% do PIB brasileiro.

Esse Projeto de Nação passa, inicialmente, pelo conhecimento da história brasileira, colonial e pós independência (o que fomos) para tomar ciência de nossas mazelas e paradigmas negativos, necrozados ao longo de séculos, de origem cultural, que são: ausência de autonomia (soberania nacional); ausência de planejamento; ausência de participação da sociedade (responsabilidade); e ausência de integração e comunicação no tecido social, produtivo e público.

Nas atividades políticas, desenvolveu-se (negativamente) o populismo, clientelismo e o fisiologismo, que são as mazelas da política brasileira, além da corrupção.

Sendo assim, como se denota, tivemos alguns avanços, no último século, mas não demos continuidade, porque não havia Projeto de Nação (diretrizes e metas a longo prazo). Eram projetos ou planos de governo que, no máximo, eram implementados na própria gestão de governo, quando muito.

Houve pensamentos e boas idéias que devem ser ancoradas em um Projeto de Nação, tais como: autonomia e soberania nacional; PPP; educação com qualidade; inovação tecnológica; e reforma do estado. Precisamos achar o nosso caminho, deixar a lentidão e estar permanentemente vigilantes e participativos.

Francisco Machado da Silva
*Engenheiro Mecânico e de Segurança do Trabalho. Ex-presidente do Crea-DF.

 

Última modificação em Quarta, 25 Janeiro 2012 10:07
Terça, 24 Janeiro 2012 15:38

Mais uma reflexão sobre o transporte aéreo

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Um dos grandes problemas com que se deparam os aeroportos brasileiros diz respeito à saturação do espaço aéreo terminal, em determinadas horas de maior movimento. Esse segmento não é da jurisdição da Infraero. Lembro que o aeroporto é apenas um elo da cadeia, no sistema de transporte aéreo. O que a imprensa mostra é apenas o terminal de passageiros, portanto, um segmento da parte terrestre do aeroporto. Integram a parte terrestre os pátios de aeronaves, as pistas de pouso-decolagem e taxi, bem como toda a parte de apoio logístico às operações. A Infraero não é autônoma em suas decisões, pois executa o que é determinado pela Autoridade Aeroportuária Brasileira, função de Estado, compartilhada entre ANAC e pelo Comando da Aeronáutica.

Volto a tratar desse assunto, porque em dias recentes, jornais brasileiros têm aproveitado as deficiências da nossa Infraestrutura para mais uma vez desfraldarem a bandeira da privatização da Infraero, com a “salvação da lavoura”. Essa é uma abordagem parcial, simplista, como soe acontecer, quando se trata de cuidar da desnacionalização de segmentos importantes de economia brasileira.

É muito oportuno não esquecer que vivemos num regime capitalista. Onde as empresas têm a função legal de acumular capital, segmento importantíssimo de toda a atividade econômica. As empresas sejam elas publicas ou privadas são, pois, o instrumento legal de acumulação de capital. Logo, o país que não tem empresas nacionais fortes fica emasculado na sua capacidade de acumular capital. Empresas não nacionais acumulam o capital nas sedes de suas matrizes.

A realidade: mesmo que a partir de 2.011, a demanda, pelo transporte aéreo, contrariando tendência recente, cresça continuamente apenas 10,0% ao ano, triplicará ao cabo de doze anos. Em 2.022, portanto. Uma situação que a Infraero seja ela pública ou privatizada não tem não terá musculatura para enfrentar.

Valmir Pontes
*Engenheiro Aeronáutico (ITA-1970), Economista especializado em Economia do Transporte Aéreo, Mestre em Engenharia de Transporte pela COOPPE-UFRJ-1982 | Conselheiro do Crea-DF

 

Última modificação em Quarta, 25 Janeiro 2012 10:15

Lançado nesta quarta-feira (11/4), o novo portal do Crea-DF possui diferentes ferramentas que trazem mais interatividade entre os usuários. Seções como Rede Crea-DF, Fórum Crea-DF, Blog do Profissional e Atendimento prometem estreitar o relacionamento do Conselho com a sociedade, além, é claro, de configurarem importante mecanismo de divulgação do principal papel da autarquia federal: a fiscalização da atuação profissional no âmbito da engenharia e da agronomia.

Um menu categorizado para sociedade, profissionais, empresas dinamiza o portal, facilitando o acesso aos mais diversos serviços prestados pelo Crea-DF.

 

Última modificação em Quarta, 11 Abril 2012 15:39

Dissertação de mestrado de analista de infraestrutura levanta um alerta: Águas Claras poderá, em breve, se transformar em um local quente e abafado. O fenômeno é consequência da grande proximidade dos prédios

Além dos carros, o vento terá dificuldade para circular em Águas Claras nos próximos anos. Quando todos os prédios de uma das regiões administrativas mais povoadas do Distrito Federal estiverem prontos, impedirão a passagem do ar, criando uma ilha de calor.

Última modificação em Quarta, 07 Março 2012 14:20

Agricultores serão beneficiados pela PAA. Objetivo é gerar renda e segurança alimentar

Os agricultores familiares do Distrito Federal serão beneficiados pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A ideia é gerar renda e garantir segurança alimentar para instituições carentes.De acordo com o gerente de Desenvolvimento Econômico da Emater-DF, Renato Dias, são R$ 5,2 milhões para serem aplicados no programa neste ano.

Última modificação em Quinta, 08 Março 2012 10:48

O governo Brasileiro quer como alternativa mundial um desenvolvimento da economia verde, a ideia pretende melhorar a qualidade de vida em todo o mundo

O governo brasileiro pretende aproveitar os debates da Conferência Rio+20 para destacar, como alternativa mundial, o desenvolvimento da economia verde por meio de incentivos à melhoria da qualidade de vida das populações, erradicando a pobreza e estimulando a sustentabilidade.

Última modificação em Quarta, 07 Março 2012 14:33

Tem gente trabalhando 24 horas por dia. Para atender ao cronograma imposto pela Fifa, as obras atravessam a madrugada em cinco estados

O ano de 2012 começou há pouco, mas 2014 é amanhã. É o ano da Copa no Brasil. Nos estádios, a ordem é acelerar as obras. Por isso, algumas capitais resolveram criar mais turnos de trabalho e fazer obra até de madrugada.

Última modificação em Segunda, 09 Abril 2012 17:00

Em função das manifestações registradas por meio das redes sociais do Sistema Confea/Crea e também por e-mails e telefonemas recebidos pela Ouvidoria do Conselho, relativos aos valores da anuidade 2012, a atual direção do Confea esclarece que:

“Em 01/01/2012, iniciamos gestão à frente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, com mandato até 31/12/2014;

Última modificação em Segunda, 09 Abril 2012 16:52
Segunda, 23 Janeiro 2012 10:34

Construindo e conservando conquistas no Crea-DF

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É com grande satisfação que inicio o ano de 2012 com um importante desafio pela frente: construir e conservar conquistas no Crea-DF.

A decisão de me candidatar à presidência deste Conselho foi motivada por minha vivência e dedicação, ao longo de muitos anos, em torno das questões relacionadas às profissões do Sistema Confea/Crea, quando exerci cargos na condição de empresário, sindicalista (no Senge-DF), conselheiro coordenador de câmara especializada (no Crea-DF) e tantas outras experiências profissionais que conquistei e que a mim foram confiadas.

Mas a maior prova de confiança que pude receber foi quando, no dia 8 de novembro de 2011, os profissionais do Sistema Confea/Crea do Distrito Federal me elegeram presidente desta importante autarquia. Fui eleito com mais de 70% dos votos válidos, proporcionalmente o candidato mais bem votado em todo o Brasil. O resultado nas urnas, a trajetória de união, a soma das gestões dos ex-presidentes e o apoio de amigos, políticos, empresários, profissionais e dirigentes sindicais me encorajaram na decisão de construir e conservar conquistas no Crea-DF. O plano de trabalho apresentado durante a minha candidatura será a diretriz das minhas ações como presidente.

A principal meta é criar um sistema autossustentável, para servir a sociedade com responsabilidade, e viabilizar um Crea-DF cada vez mais justo e digno, que sirva de exemplo para todo o Sistema, superando obstáculos e mantendo a condução de nossos trabalhos na trilha certa. É preciso buscar no passado as experiências e descobertas triunfantes, além de continuar sonhando para criar e realizar novos projetos que encaminhem a um futuro melhor.

Flavio Correia
Presidente do Crea-DF

 

 

Última modificação em Terça, 23 Abril 2013 15:51
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